quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Oi, é a Lúcia - filha da Sônia!

Oi, tudo bem?
Eu preferiria ligar para os amigos da minha mãe e conversar com todos, mas é um pouco difícil localizar os telefones de algumas pessoas e também é difícil que eu consiga falar com cada uma sem chorar.

Eu tenho lágrimas de alegria por tudo que a minha mãe me ensinou, pelo tanto que ela me amou, mas infelizmente eu estou hoje na fase das lágrimas de susto, saudade e tristeza pelo passamento dela.

Sônia do Amaral Russo é a minha mãe.
Para alguns de vocês ela foi amiga, professora ou colega. Acho difícil que tenha alguma pessoa aqui nessa lista de e-mails que ela não tenha conhecido pessoalmente, pois eu reconheço quase todos os nomes de vocês e existem vários nomes que eu também associo à memória de um rosto!

Enfim, venho por mim e pela minha irmã, Sílvia, comunicar que a nossa mãe, Sônia, faleceu na noite de 23 de Fevereiro, essa última quinta-feira. Ela estava em tratamento para câncer de mama, um tipo bem raro e agressivo, que foi diagosticado em meados do ano passado. Ela teve a sua fase de depressão e de desespero, mas a Sílvia e eu estivemos com ela e ajudamos a nossa mãe a superar a doença, recuperar esperança e a alegria de viver!

O espírito da nossa mãe atingiu a cura totalmente, e ela confiou que tudo ficaria bem outra vez. E tudo ficou bem mesmo! Nos últimos meses ela esteve se recuperando em casa, levando uma vida normal. Ela recobrou as forças, voltou a sair de casa para ver os amigo, fez muita arte (em todos os sentidos!) e ainda realizou o desejo de adotar duas gatinhas - que ela sempre quis, mas esperou sair do apartamento para ter gatinhos em uma casa. ^^

Nas últimas semanas ela estava tão forte que já podia até dirigir de novo! Então pudemos fazer passeios maiores, ir na seasa buscar mais das plantinhas que ela tanto gostava de cuidar, comparecer aos aniversários dos amigos... tudo isso com ELA no comando da situação! Foi muito legal :)

Nos últimos dias ela estava feliz, tranquila, cheia de vida! Encontrou amigas no sábado, nos recebeu no domingo para cozinharmos juntas, chamou o genro para ajudar pintar o quarto de rosa na segunda-feira, fez trabalho voluntário de entretenimento de idosos na terça-feira. Na quarta-feira ela teve todos esses assuntos pra falar com a Erica, a moça que nós contratamos para acompanhar a nossa mãe durante a semana, e ainda cumpriu a agenda normal de cuidar das gatinhas, das plantinhas, da casa que ela tanto curtia. Com tanta energia assim, nós achamos normal que ela só quisesse descansar na quinta-feira. Ela passou o dia calma, descansando, e foi dormir pacificamente, feliz, realizada, com a certeza de que iria acordar de novo com toda aquela energia para seguir em frente!

O sétimo dia vai concidir com meu aniversário.
Eu considero que o presente dela para mim foi justamente se recuperar tanto antes de partir, me deixando com a mesma imagem de alegria que eu vi pela minha vida inteira. Ninguém esperava que ela se recuperasse de um câncer tão agressivo - os médicos aceditavam que ela não sairia do hospital em 2011, mas ela saiu. A Sílvia e eu somos muito gratas pela jornada da nossa mãe, e gostaríamos muito que os amigos nos pudessem trazer fotos, lembranças e histórias sobre ela no dia 1º de março, quando vamos novamente orar e celebrar pela vida dela na Igreja Nossa Senhora de Fátima.

Um grande abraço a todos!
enviado a vocês por Lúcia, pela Sílvia também :)

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No Dia Em Que Eu Morrer 
Nei Van Soria

No dia em que eu morrer não me mande flores
No dia em que eu morrer não me peça favores
No dia em que eu morrer não morra de amores
No dia em que eu morrer não fique com pena de mim
Pois não vou mais estar por aqui para sofrer

Eu sei que essa canção parece um pouco triste
Mas tudo na vida tem uma razão você acreditando ou não
Pode parecer tudo tão cruel, mas não é apenas com você

O que eu posso dizer para um amigo
Que perdeu um grande amigo... simplesmente aconteceu
Não haverá culpados nem porques no dia em que eu morrer

No dia em que eu morrer mesmo só estando o meu corpo aqui
Vou te fazer lembrar de tudo que fizemos
Dos dias tão felizes que nós dois tivemos
No dia em que eu morrer não lembre do tempo que perdemos
Lembre do tempo que eu te dei
No dia em que eu morrer