Já há alguns anos dava pra notar que a minha ex-irmã estava desenvolvendo o transtorno de dupla personalidade.
Por exemplo, pra pedir pra comprar presentes pro Bruno, ela ela filha da minha mãe e ia lá pedir que fosse nas Ughini da vida, nas Lojas França, nas Casa Caça e Pesca.
Mas quando era pra convidar a minha mãe pra participar dessas ocasiões em que os presentes seriam distribuídos, nada.
Quando a minha mãe ficou doente, em agosto do ano passado, a Sílvia não podia ajudar a cuidar dela, mas podia vir uma vez por semana pra pedir dinheiro. E a minha mãe dava, na esperança de que a Sílvia fosse ter gratidão pelo dinheiro e cuidasse dela... Mas não foi assim. A Sílvia só levava o dinheiro, e quem cuidava da minha mãe era eu, o meu marido e a Erica - a moça que contratamos.
Agora que a minha mãe morreu, esse lance de duas-caras piorou!
Agora é duas-caras PROFISSIONAL.
Em tudo quanto é canto, ela se declara casada com o Bruno (Fez até união estável!) pra que ele "participe da herança", segundo ela mesma me disse ontem.
Mas no IPERGS, previdência do estado, ela se declarou solteira pra ficar com o plano de saúde e com um pecúlio em dinheiro, que era o salário da minha mãe.
Pra herdar o que a minha mãe deixou, ela se coloca no primeiro lugar da fila. Pra pagar as despesas de manter os imóveis até o final do inventário, aí ela não sabe de nada, não pode nada (apesar do pecúlio que a solteira com união estável recebe) e nem pensa em colaborar em nada - nem em mão de obra, pra tirar as roupas mijadas que ela deixou no apartamento da minha mãe.
Pra desconfiar de alguém, ela desconfia de mim. Logo eu, que tinha PROCURAÇÃO PLENOS PODERES da minha mãe, instrumento com o qual eu poderia ter passado TUDO que a minha mãe tinha pro meu próprio nome. Qualquer pessoa com o mínimo de cérebro e de alfabetização sabe disso.
Mas não desconfia do Bruno, que MANDOU ela não cuidar da minha mãe enquanto a minha mãezinha não passasse os imóveis que ela tiha pro nome dele.
Coitada da minha mãe.
Li um e-mail que ela dizia pra Sílvia
//Falando sério... será que aquele procedimento antigo de me apresentarem candidatos a namoro, ainda pode existir?
Eu imagino por exemplo o Bruno, conversando com um cara que o Bruno conheça e ache que gosta de coisas esportivas, Natureza e quer namoro firme... e perguntando se ele quer conhecer uma pessoa(eu) que está a fim de namoro sério...//
e essa minha ex-irmã respondeuEu imagino por exemplo o Bruno, conversando com um cara que o Bruno conheça e ache que gosta de coisas esportivas, Natureza e quer namoro firme... e perguntando se ele quer conhecer uma pessoa(eu) que está a fim de namoro sério...//
//bruno disse: "leva a gente pra viajar nos lugares chiques por aí, que daí vão nos ver e dizer "que casalzinho lindo!" e vão vir puxar assunto e vão gostar de ti e te namorar."//
É nesses pequenos detalhes que se conhecem as pessoas.
Eu sei que não se comparam nem os dedos das mãos, mas não posso evitar de comparar:
É muito ESTRANHO que um cara que tem mais idade que eu e esteja casado com a minha ex-irmã há tanto tempo quando meu marido e eu estamos casados não tenha construído NADA com ela e esteja fugindo de dar 500 pila por mês pra manter o patrimônio que a minha ex-irmã poderá herdar a metade (poderá, se for mantido)...
Enquanto isso, eu e meu marido CONQUISTAMOS a nossa casa própria, estamos pagando as nossas contas em dia com o NOSSO DINHEIRO, estamos mantendo o patrimônio da minha mãe desde o ano passado pagando IPTU, Água, Condomínio e demais despesas que não se pode cancelar, e o meu lindo, amado, inteligente e sensual marido se ofereceu para ter um segundo emprego, só pra que eu não me preocupasse com as nossas finanças.
Por que o meu marido pegaria um segundo emprego se o "patrão" da minha ex-irmã não pode pegar nem um primeiro emprego????????
Não, de jeito nenhum. Eu não vou deixar mais tempo de trabalho e menos tempo livre pra nós dois nos curtirmos. Nós vamos nos curtir numa boa e a minha ex-irmã que pague a parte dela na manutenção do patrimônio, afinal, é pra isso que serve ela ter mentido lá no IPE.
Enquanto isso, a minha ex-irmã vai piorando seu transtorno de dupla personalidade.
Ela diz por aí que é feliz, que ama o Bruno, que tá realizada como professora, que se sente linda, mas pra mim ela fala que se sente um lixo, que a vida dela é uma merda, que morar com os pais do Bruno é o inferno, que sempre tem briga na hora das refeições, que ela não pode viver pq tem que preparar aula...
Vai saber no que acreditar!
É triste, mas agora é oficial: eu não tenho mais pai, nem mãe, nem irmãos.
Pessoas mortas estão perdoadas. Pessoas duas-caras podem viver ou morrer, tô nem aí.